segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vale a pena viver?

Eu me questiono muito em volta dessa pergunta: Será que vale a pena viver?
Não espere um texto mórbido, tampouco motivacional. Na verdade, trata-se de uma meditação mais imparcial possível que eu pude fazer acerca da vida.
Não defendo o fim da vida. Mas como eu poderia defender a conservação da mesma? Por quais motivos eu deveria fazê-lo? Pergunto-lhe porque estou à procura de um bom argumento.
É de se esperar que digam que eu estou deprimido. Mas não é a vida que é deprimente? Ou será que o universo inteiro conspira exclusivamente contra a minha pessoa, livrando os demais de qualquer abalo? Provavelmente, não.
Só sei que sinto diariamente o peso da melancolia da vida recaindo sobre a minha face. Quanto mais dias vivo, mais os meus olhos se encolhem, o meu queixo cede separando os meus lábios, e o meu nariz irrompe profundamente uma atmosfera pesada.
Isso é a vida? Dor e sofrimento em troca de momentos felizes esporádicos? Caso eu esteja certo, ela não vale a pena.
Segundo a minha interpretação a vida é como uma escravidão. Escravizamo-nos todos os dias em busca de migalhas de felicidade. Será que somos recompensados conforme o merecemos?
E se não vale a pena viver, por que então eu ainda estou aqui? Por causa dos outros, seria uma boa resposta. Talvez eu apenas esteja inserido numa correnteza, assim como você, e nela somos guiados para frente, para a vida. Só que dentro dessa corrente, poucos param para refletir sobre o que estamos fazendo, ou para onde vamos, ou o que isso tudo significa. Nada, a vida não significa nada. Uma vez que após a morte, nossas memórias são apagadas para todo o sempre. Nesta altura não importará mais o que fomos durante a vida. Só restará mera carcaça.
Não era pra ser tão melancólico. Porém assim a vida é; melancólica e duríssima. Haja força para continuar nessa merda!

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