terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Falando um pouco sobre educação...

Costumeiramente, arremessamos o fardo da educação sobre os braços do Estado. Muitos de nós possuímos a mania covarde de se eximir de uma responsabilidade primordialmente pessoal - paternal/maternal. E a educação à qual estamos habituados a exigir é um bom exemplo disto.

Já é tão arraigada a ideia de que as escolas fornecem “educação” e, não obstante, tem o dever de "educar", que as pessoas simplesmente se esquecem de que elas também fazem parte de um arranjo social no qual devem prestar cidadania, isto é, ensinar cabe a todos nós. Eis um dever cidadão.

Os pais que geram ou adotam filhos, são o princípio de tudo e também os maiores responsáveis pela educação de suas crias. Mas infelizmente, não é o que vemos rotineiramente.

Rotineiramente, assistimos aos pais culpando o Estado pelo não fornecimento adequado e preciso de educação aos seus respectivos filhos. Ainda que, seja legítimo requerer do governo, escolas com estruturas melhores.

Enfim, o fato é que é uma ilusão pensar que o sistema educacional obrigatório tem por função educar os filhos dos outros, tampouco formar um cidadão.

Seria uma ingenuidade acreditar que se aprende a ser cidadão no limite das paredes de uma sala de aula. A verdade é que a nossa experiência de vida em sociedade a céu aberto, conta muito mais.

A meu ver, a escola representa apenas um ensaio sobre as ciências e as artes dominadas e desenvolvidas pelos humanos ao longo de sua história. O que não significa que o filho de alguém é mal-educado necessariamente por frequentar uma escola ruim, neste caso, talvez ele pudesse ser cientificamente “mal-instruído”. O que ocorre é que ele pode e dever ser mal-educado porque os seus responsáveis lhe permitem ser, seja por negligência dos mesmos ou, inclusive, por maus exemplos no âmbito familiar.

Enquanto eu frequentava os ensinos fundamental e médio da rede pública, o que mais me incomodava era a minoria de colegas tidos como “bagunceiros”. É evidente que eu não era um aluno perfeito, reconheço que eu conversava em demasia, mas não em todos os momentos. Lembro de que sempre respeitava os professores no momento das explicações, e buscava participação, inclusive. De maneira que, eu acredito que quanto menor for a concentração de alunos numa mesma turma, maior é o controle do professor sobre a mesma.

Embora um ambiente escolar “controlado” soe autoritário, a diminuição de alunos por sala é fundamental para a separação dos “engraçadinhos” e a sua plateia. Com isso, tende-se a ter uma aula mais proveitosa e menos perturbada. E ainda através de minhas memórias, recordo que deixei de aprender muitas coisas porque o ruído provocado por várias pessoas falando simultaneamente dentro da sala era muito alto impossibilitando a concentração e sequer que eu ouvisse os professores falarem.

Por isso, é essencial investir na construção de mais escolas a fim de desafogar as salas de aula. Quanto menos alunos por professor, melhor.

Por fim, acrescento também à minha análise crítica que o atual sistema de ensino está completamente ultrapassado. Há mais de um século que ele se encontra pelos mesmos meandros. Isso só demonstra que o seu modelo necessita ter sua grade curricular reformulada e adaptada ao perfil individual de cada aluno. Além é claro, das outras soluções que apresentei.

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