segunda-feira, 22 de julho de 2013

Uma breve passagem pelo que chamamos de vida

Bem, se hoje fosse meu derradeiro dia neste corpo, nesta consciência, nesta vida, e eu tivesse que deixar uma carta na qual eu resumiria a minha passagem, esta seria...

Ao experimentar a chamada vida, experimentei várias sensações. Embora isso, vivi pouco é verdade. Algo menos do que já é por si considerada uma vida efêmera. Mas fazer o quê? Quem nasce está condenado a morrer a qualquer instante.

Saliento que eu não fui nada que eu possa descrever em simples palavras, tampouco utilizarei rótulos para me qualificar. Portanto, eu não fui um intelectual, ou comunista, ou ateísta, ou vegetariano, ou artista, ou líder, ou pensador e etc. Eu simplesmente fui eu mesmo. O resto foram consequências naturais que minha personalidade se identificava em certo grau.

Lutei até o último dia desta vida. Em qualquer lugar, e seja qual fosse o tamanho da chance de vencer. Tenha sido para defender ideais grandiosos, inclusive sendo alguns utópicos. Ou para coisas mais módicas como os meus confrontos travados comigo mesmo.

Não me arrependo de nenhum combate. Pois batalhar por um ideal que pareça impossível é sempre melhor do que não fazer nada.

Indubitavelmente, fui um privilegiado. Não que não houvesse alguém mais privilegiado do que eu, é evidente que havia, e não eram poucos. Mas eu também fui mais privilegiado do que muitos que possuíram e possuem vidas demasiadamente tristes, no sentido mais extremo da palavra.

A fração mais importante de meu privilégio foram os esclarecimentos que eu pude alcançar, afinal, deve ser muito ruim deixar a vida equivocado. O que também não garante que eu tenha conseguido erradicar todos os meus equívocos, porém estou certo de que cheguei bem perto de fazê-lo.

Tratando-se da minha espécie, defino-a acima de tudo como paradoxal. Visto que ela possuía a suprema inteligência e ao mesmo tempo a mais reles estupidez. A tal ponto de causar a extinção dela própria. Se retirassem os humanos da Terra, este planeta seria sem dúvida, melhor habitado.

Quanto a mim, tenho certeza de que ninguém jamais me conheceu o suficiente. Porém sei que assim é a vida. Ela é solitária. Cada um possui um imenso universo particular dentro de sua respectiva mente, e conviver é justamente tentar expor para os outros o mundo que só você vê, e vice-versa.

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