terça-feira, 9 de julho de 2013

Conservadorismo, ou tradicionalismo; o pilar que empaca a sociedade

São ridículos os indivíduos que batem no peito e pronunciam com orgulho: sou tradicional! Ou quando se glorificam: viva a tradição! Ou pior ainda quando se justificam: Isso é tradicional, portanto nisso não se mexe e blá blá blá...

Porém, o que não se deve esquecer é que o mundo está em constante desenvolvimento. Nada é totalmente estável, do contrário ainda moraríamos em cavernas, pois há muitos anos isso foi tradicional.

As tradições sejam de quais cunhos forem elas são sempre perigosas e questionáveis.

Nenhuma tradição deve estar acima das leis do universo, ou mesmo da natureza, que por sua vez, é evolutiva.

A conclusão que chego é a de que as tradições podem existir desde que elas estejam abertas para as mudanças. O que eu chamaria de “tradição transigente”. Ou seja, aquela que se permite evoluir de acordo com o ser humano. O problema é que praticamente todos os costumes são inexoráveis, isto é, intransigentes.

Não obstante, o indivíduo que se diz orgulhosamente conservador é aquele que se põe contra a sua própria evolução mental. Logo, um indivíduo deste deveria ter vergonha.

Por isso que digo que o conservadorismo representa um grande atraso intelectual para a humanidade. Simplesmente desperdiça a inteligência humana, em vez de utiliza-la em seu próprio benefício. Um exemplo nítido disso é o da igreja que tenta impedir os avanços tecnológicos por alguma motivação tradicional.

Há três elementos evidentes que levam um sujeito a ser conservador, eis que são: medo, aquele indivíduo que não aprecia grandes mudanças, também conhecido por reacionário. Ainda temos a ignorância, visto que a falta de conhecimento estimula a estagnação. E para concluir, o egoísmo, já que tudo está bom o suficiente para si, nada o atinge, então por que tem que mudar? 

Um comentário:

  1. Olá, Anselmo.
    Concordo integralmente com seu texto; eu só sou a favor de alguma tradição quando ela faz sentido no mundo atual, ou seja, quando está contextualizada de forma benéfica e construtiva.
    Se deixarmos que as tradições comandem nossas vidas, ficaremos cegos para o presente e o futuro.
    Abraço.

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