segunda-feira, 29 de julho de 2013

Como me tornei ateu

Como amante da liberdade de expressão, eu sempre tive vontade de me expressar acerca de minha convicção quanto ao “âmbito religioso”, se é que assim fica bem colocado.

Não estou publicando isso achando que a maioria irá gostar. Visto que, as pessoas são livres para gostar ou não gostar do que quiserem.

Diferentemente do que faço com o vegetarianismo, por exemplo, onde peço para que as pessoas sejam vegetarianas. Não intento pregar ateísmo, pois ateísmo não é religião. Logo, o texto que se sucede é apenas um relato.

Prosseguindo a partir do título do texto, certo dia eu decidi fazer uma experimentação. Sim, é isso mesmo. Após considerável reflexão sobre o assunto, cheguei à conclusão de que eu precisava “experimentar” o ateísmo a fim de entendê-lo melhor. Pois até então, eu só confabulava com pessoas ateístas.

Escolhi o termo “experimentar” que poderia ser substituído por “testar” sem prejuízo em seu significado (só para não ficar tão repetitivo), tendo em vista de que eu poderia muito bem retornar a qualquer momento à minha condição inicial, isto é, a de teísta.    

O fato é que eu não voltei. Pois eu jamais saíra do lugar. A questão é que eu não constatei nenhuma diferença em ser ou não ser teísta. Já que continuei eu mesmo, tomando as mesmas atitudes, meu senso de justiça também permaneceu o mesmo, bem como minha compaixão, meu amor, ou seja, a tal “experimentação” não me tornou melhor nem pior.

O mais interessante é que a ideia de “experimentar” através de uma ótica que nunca vimos antes traz-nos esclarecimentos fundamentais. O que é ótimo para quem deseja entender alguma coisa.

Foi durante o processo de experimentação, que eu percebi que nada mudaria. A convicção religiosa é como uma cortina transparente. É inútil para o caráter humano. Somos nós que estamos no controle. Ninguém precisa acreditar em deus para fazer o bem e nem o inverso.

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