quarta-feira, 12 de junho de 2013

Derrotando o ego

Em analogia, o ego é como uma grande rocha carregada junto ao ombro. E nós só carregamos este peso para demonstrarmos aos outros que somos “fortões”. Mas ainda como uma rocha, nós podemos soltá-la a qualquer instante, libertar-nos deste estorvo é uma escolha nossa.

Portanto, a analogia é muito feliz, pois ela esclarece que o ego está em nós, porém ele pode ser descartado, deixado para trás.

O capitalismo é o grande culpado por estimular nossos respectivos egos. Nele, aprendemos desde cedo a competir acirradamente uns com os outros, pois há um mercado extremamente concorrido nos aguardando. No entanto, não aprendemos a fazer juntos, para alguém ou para todos, muito menos sem que isso seja em troca de recompensas financeiras.

O foco do capitalismo é sempre nós mesmos, o indivíduo, você, eu, cada um com seus problemas.

Para superarmos alguém devemos antes derrotar o nosso ego. Somente após conseguirmos isso, finalmente perceberemos que não há ninguém a se superar. Não há necessidade disso, jamais houvera.

O consumismo que praticamos serve para nos fazer mais vistosos, e como se já não bastasse a frivolidade do ato, as quantias que gastamos para sustentar o ego poderiam ser utilizadas para algo digno de fato.

Contudo, não se derrota o ego uma única vez, a luta contra o ego é eterna. Ela recomeça a cada oportunidade que ele surgir, e caberá a você superá-lo. Lembra-se de derrubar a pedra? Pois então a solte e se sentirá leve como uma pluma!

Um bom remédio para se combater o egocentrismo é a humildade, ela trata desta enfermidade psicológica equilibrando sua preocupação com si mesmo e com os outros.


Outra dica é não tentar provar nada. Ninguém precisa ser o novo Gandhi, ou o próximo Che Guevara. Basta não permitir o seu ego inflamar, para isso evite duelos de ego com outros indivíduos, essas disputas são totalmente imbecis. O que nós precisamos é vencer apenas uma pessoa em todo o universo, nós mesmos.

3 comentários: