quarta-feira, 29 de maio de 2013

Manifesto Tupiniquim

Venho por meio deste, declarar a minha indignação perante um povo que não conhece a sua real importância, o seu valor, e tampouco sabe o seu próprio nome. Se você teve o privilégio de nascer numa terra quente, banhadas por enormes e lindos rios, rica em florestas, e com uma das maiores biodiversidades do mundo, e além de tudo isso conviver com um povo tão singular consequência de sua mesticidade. Então sim, este texto é direcionado especialmente a você.

Em primeiro lugar, o que é mais irritante de tudo é essa prioridade dada aos olhos dos estrangeiros. Por que é tão relevante “fazer bonito” para os forasteiros? Não seria mais importante priorizar a nós que vivemos aqui? Porém, infelizmente não é esse o pensamento geral, tanto que por essa razão se asfaltam ruas somente por onde passará um determinado visitante estrangeiro, ou como na atualidade, constroem-se estádios monumentais para um evento idiota que servirá para quem? Os turistas, é claro.

Logo, uma das culturas que gostamos de seguir por aqui é: “Bem-vindo turista, e danem(fodam)-se os nativos!

Estou farto de tudo isso! Você não? Já se tornou exaustivo assistir a um filme americano que, muitas vezes fala sobre os problemas americanos, ou então ouvir uma música em inglês, ou então ler um livro cujo autor é estrangeiro, isso para o dizer o mínimo.

A mídia é em grande parte contaminada por sensacionalismos vindos de fora. Ela nos diz que o presidente de outro país é o homem mais importante, mais influente, e blábláblá...   

A pergunta é: quando é que vamos nos emancipar? Escapar deste imperialismo norte-americano gritante e evidente?

Este texto não pretende pregar nenhum tipo de patriotismo imbecil. Não desejo que vão à guerra para derramar o seu e os sangues de ninguém por ordem de um acomodado de uniforme repleto de condecorações. O que quero, é despertar em você o seu espírito de garra, o seu sentimento de honra, que, diga-se de passagem, está amortecido pelo sistema.

Se você observar o significado da palavra “caboclo” no dicionário, notará que uma de suas significações é: mestiço de branco com índio. Portanto, sou caboclo e me orgulho de ter sangue indígena em minha linhagem! E é exatamente isso que os demais deveriam fazer; orgulhar-se de quem são.

É um engano nos declararmos “brasileiros”, pois este é um nome dado pelos portugueses saqueadores a partir de um pau que eles denominaram de Brasil. Logo, as terras que formam essa nação até hoje conhecida por “Brasil”, mereciam um nome de origem tupi. Esse lugar não é brasileiro, coisa nenhuma, e sim tupiniquim!


O que falta aos chamados brasileiros é fazer algo relevante para a melhora desta nação, ao invés de se queixarem de outros brasileiros. Imagine se toda a energia que o “brasileiro” emprega para reclamar fosse utilizada em sua força para lutar? Imagine se o azucrinante desprezo que o brasileiro tem por si mesmo fosse trocado por dignidade? É, seríamos um povo melhor, sem dúvida. Eu ao menos, começo a partir de agora a trocar minha indignação por uma dose de esperança.

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